Pe. Vital Elias Filho

Vital Elias Filho nasceu no dia 3 de julho de 1932 no Município de Russas, que está localizado na região do Baixo Jaguaribe, distante 165 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filho de Vital Elias Santiago e de Teresa Rosa de Santiago.
Mais tarde, nos últimos dias de 1948, com apenas 16 anos de idade, concluiu o curso colegial no Seminário Arquidiocesano de Fortaleza, quando iniciou a sua formação no curso de Filosofia, que foi encerrado nos últimos meses de 1955.
Ao findar essa etapa de sua preparação passou a compor o curso de Teologia da mesma instituição, que foi concluído no mesmo seminário em 1958.
Algum tempo depois, no dia 3 de dezembro de 1961, recebeu ordenação ao sacerdócio.
No ano seguinte, no dia 18 de março, por ordem de seu bispo, recebeu provisão para assumir os trabalhos deixados pelo Pe. Raimundo Nonato Camelo na Paróquia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, na cidade de Madalena, que nessa época era uma pequena vila dentro do território do Município de Quixeramobim, onde permaneceu até o dia 13 de março de 1975, quando foi substituído pelo Pe. Neri Feitosa.

“Durante 13 anos, precisamente de 18 de março de 1962 a 28 de fevereiro de 1975, Madalena fora assistida pelo Vigário Padre Vital Elias Filho. Muito dedicado às causas sociais, um verdadeiro político, na concepção mais autêntica do termo, grande questionador da dependência de Madalena a Quixeramobim, que muito pouco voltava sua atenção para o Distrito. Era um amigo dos jovens, proporcionava-lhes grandes momentos de reflexões sobre a vida e a realidade política do mundo, além de dinamizar a convivência entre eles, inovando sempre na forma de divertimento e recreação” (MAGALHÃES, 2009: p. 24-25)

Antes disso, em 1968, diante de sua valiosa representação política, serviu como sub-prefeito de Madalena, tendo sido o fundador e o primeiro diretor do Centro Educacional Raimundo Falcão.

“Em 3 de março de 1970, Pe. Vital Elias Filho conseguiu junto ao Dr. Lúcio Melo o Colégio da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade. O Colégio da CNEC funcionou inicialmente no prédio do Patronato, pertencente à Paróquia, com a denominação de Raimundo Falcão.” (SIMÃO, 2010: p. 123)

Nos primeiros meses de 1970, estando sempre envolvido com o magistério e com o desenvolvimento da oferta de oportunidade escolar para os mais pobres, recebeu formação de aperfeiçoamento para gestor escolar.
Nessa época, estendeu também o seu raio de ação para a localidade de Boqueirão, dentro do território do Município de Boa Viagem, onde algum tempo depois floresceu uma escola.

“Como foi mencionado no referido plano de governo, mais tarde, já na década de 1970, sabendo que a disponibilidade de um local adequado e que ofertasse instrução pública na região era algo muito difícil, o Pe. Vital Elias Filho, pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, da cidade de Madalena, separou uma das salas de sua casa na localidade de Boqueirão para o funcionamento de algumas turmas de estudantes. Esse comprometido religioso, dentro de sua ação pastoral, conseguiu desenvolver um destacado papel de agente em favor da expansão dos meios de educação dentro das comunidades em que cuidava, estando o Boqueirão entre elas.” (SILVA JÚNIOR, 2018: Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/escola-de-ensino-fundamental-pe-vital-elias-filho/. Acesso no dia 1º de novembro de 2020)

No dia 13 de março de 1975, voltando a residir na cidade de Fortaleza, assumiu os trabalhos deixados pelo Pe. Neri Feitosa na Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Mondubim, permanecendo nessa função até 1978.
Nesse período, desejando aperfeiçoamento acadêmico, validou o seu curso de Filosofia em Teresina, no Estado do Piauí, e em Estudos Sociais, na cidade de Fortaleza.
Na cidade de Fortaleza serviu como professor na Escola de Ensino Fundamental e Médio General Eudoro Corrêa e na Escola Municipal Professor Jacinto Botelho.
No dia 22 de dezembro de 1982 assumiu os trabalhos da Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres, em Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, função ocupada até 2001.

BIBLIOGRAFIA:

  1. LIRA, João Mendes. Subsídios para a História Eclesiástica e Política do Ceará. Fortaleza: Companhia Brasileira de Artes Gráficas, 1984.
  2. SIMÃO, Marum. Madalena: Reconstruindo a História. Fortaleza: RDS, 2010.
  3. MAGALHÃES, Edileusa. Um Sonho Feliz de Cidade: História da Emancipação de Madalena. Fortaleza: Littere Editora, 2009.
  4. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  5. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Escola de Ensino Fundamental Padre Vital Elias Filho. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/escola-de-ensino-fundamental-pe-vital-elias-filho/. Acesso no dia 1º de novembro de 2020.
  6. SILVEIRA, Aureliano Diamantino. Ungidos do Senhor na Evangelização do Ceará (1700-2004). 1º Vol. Fortaleza: PREMIUS, 2004.

HOMENAGEM PÓSTUMA:

  1. Em sua memória, na gestão do Prefeito Dr. Fernando Antônio Vieira Assef através da lei nº 765, de 4 de outubro de 2001, uma escola da rede municipal recebeu a sua nomenclatura.
  2. Em sua memória, uma das ruas da cidade de Caucaia recebeu a sua denominação.
  3. Em sua memória, na gestão do Prefeito Antônio Wilson de Pinho, por meio da lei nº 235, de 27 de setembro de 2005, a banda filarmônica no Município de Madalena recebeu a sua denominação.

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