Maria Ana Vieira

Maria Ana VieiraMaria Ana Vieira nasceu no dia 5 de maio de 1919 no Município de Catolé do Rocha, que está localizado no Sertão paraibano, distante 411 quilômetros da cidade de João Pessoa, sendo filha de Francisco José Vieira e de Ana Maria de Sousa.
Os seus avós paternos se chamavam José Vieira Carneiro e Maria Francisca da Conceição, já os maternos eram Fausto Andrade de Sousa e Francisca Maria da Conceição
Na época do seu nascimento, veio ao mundo pelas mãos de uma parteira em uma localidade denominada de “Sítio Poço Verde”, existente nas proximidades do povoado de Riacho dos Cavalos, uma localidade rural pertencente ao Município de Catolé do Rocha, que alguns anos depois recebeu a sua autonomia política.

“O Sítio Riacho dos Cavalos foi a verdadeira origem do atual Município que lhe levou o nome. Era pródigo em aguadas, razão porque o gado e cavalos da região, procuravam aquele lugar para ali matar a sede. O fato contribuiu igualmente para batizar o local como Riacho dos Cavalos… Distrito criado com a denominação de Riachos dos Cavalos, pelo decreto-lei estadual nº 520, de 31 de dezembro de 1943, criado com partes dos territórios dos Distritos Itacambá (atual Jericó) e Catolé do Rocha. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o Distrito de Riacho dos Cavalos, figura no Município de Catolé do Rocha. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1ª de julho de 1960. Elevado à categoria de Município com a denominação de Riacho dos Cavalos, pela lei estadual nº 2.675, de 22 de dezembro de 1961, desmembrado de Catolé do Rocha.” (IBGE: História do Município de Riacho dos Cavalos. Disponível em https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pb/riacho-dos-cavalos/historico. Acesso no dia 5 de abril de 2018)

No dia 12 de julho de 1936, segundo informações existentes no livro de casamentos do Cartório de Registro Civil de Catolé do Rocha, no povoado de Riacho dos Cavalos, tombo nº 371, página 181v, contraiu matrimônio com Manoel Vieira de Andrade, que era nascido no dia 29 de setembro de 1910, sendo filho de José de Andrade Maciel e de Antônia Maria de Jesus.
Desse matrimônio foram gerados onze filhos, seis homens e cinco mulheres, sendo eles: José Vieira de Andrade, Damião Vieira de Andrade, Jorge Vieira de Andrade, Dalvaci Vieira de Andrade, Sebastiana Vieira de Andrade, Luiz Vieira de Andrade, Antônio Vieira de Andrade, Benedita Vieira de Andrade, João Andrade Vieira, Adalgisa Vieira de Andrade e Maria Vieira Filha.
Nos últimos anos da década de 1940, desejando adquirir uma maior quantidade de terras para o plantio, depois de receber notícias por carta, o seu pai decidiu conhecer o Estado do Ceará.

“Nos primeiros anos da década de 1940 muitos paraibanos deixaram o seu Estado natal no intuito de encontrar um local com melhores condições para se viver, tendo em vista que a Paraíba é um Estado com pouca extensão territorial e com uma alta taxa de habitantes, fator que na época gerava uma forte especulação sobre as terras agricultáveis da região. Nessa época, além das poucas terras disponíveis, havia ainda uma forte intolerância contra os cristãos de confissão protestante, algo que fortaleceu ainda mais a onda de migração para o Estado vizinho nas décadas que se seguiram. O Estado do Ceará, que no passado possuía muitas terras devolutas, começou a receber vários paraibanos, que além de manterem os laços de parentesco mantinham também os laços de confissão religiosa.” (SILVA JÚNIOR: Adriano José da Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/adriano-jose-da-silva/. Acesso no dia 5 de abril de 2018)

Mais tarde, no dia 26 de novembro de 1947, juntamente com o seu esposo e filhos, acompanhou o seu pai, estabelecendo-se em uma localidade denominada de “Poço da Cruz”, na zona rural do Município de Boa Viagem.
Alguns anos depois, por volta de 1965, depois de alguns anos de economia, juntamente com o seu esposo, adquiriu uma pequena propriedade no Jordão, que era pertencente a Antônio de Oliveira Mota.
No dia 12 de maio de 1981, juntamente com os seus familiares, partilhou a notícia do falecimento de seu pai, que veio a óbito na localidade de Riacho dos Fernandes aos 94 anos de idade.
Segundo informações existentes no livro C-05, pertencentes ao Cartório Geraldina, 1º Ofício, tombo nº 3.022, folha 88v, faleceu às 14 horas do dia 31 de março de 1996, aos 76 anos de idade, na localidade de Jordão, que está localizada dentro dos limites geográficos do Distrito de Várzea da Ipoeira, vítima de um câncer de ovário.
Logo após o seu falecimento, depois das despedidas fúnebres que são de costume, o seu corpo foi sepultado por seus familiares no Cemitério Parque da Saudade, que está localizado na Rua Joaquim Rabêlo e Silva, nº 295, no Centro da cidade de Boa Viagem.

BIBLIOGRAFIA:

  1. IBGE. História do Município de Riacho dos Cavalos. Disponível em https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pb/riacho-dos-cavalos/historico. Acesso no dia 5 de abril de 2018
  2. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  3. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Adriano José da Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/adriano-jose-da-silva/. Acesso no dia 5 de abril de 2018.

HOMENAGEM PÓSTUMA:

  1. Em sua memória, na gestão do Prefeito José Vieira Filho, o Mazinho, através da lei nº 985, de 19 de dezembro de 2007, uma das ruas do Bairro Recreio, na cidade de Boa Viagem, recebeu a sua nomenclatura.

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