Manuel Stênio de Queiroz Ribeiro

Manuel Stênio de Queiroz Ribeiro nasceu no dia 23 de agosto de 1931 no Município de Boa Viagem, que está localizado no Sertão de Canindé, no Estado do Ceará, distante 217 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filho de Enéas Alves Ribeiro e de Francisca de Queiroz Ribeiro.
Os seus avós paternos se chamavam Manuel Alves Ribeiro e Maria do Espírito Santo Ribeiro, já os maternos eram José Leal de Oliveira e Maria Sabina de Queiroz Oliveira.
Alguns dias depois do seu nascimento, em 2 de setembro, seguindo o costume da confissão religiosa de seus pais, recebeu o batismo pelas mãos do Mons. José Cândido de Queiroz Lima.
Em sua juventude, sentindo-se vocacionado ao sacerdócio, foi encaminhado pelo padre responsável pela Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem aos estudos eclesiásticos no Seminário da Prainha, na cidade de Fortaleza, onde dedicou-se com afinco ao estudo da língua portuguesa.
Algum tempo depois, no dia 2 de fevereiro de 1947, abandonando as suas pretensões ao ministério sacerdotal, segundo registros de Antenor Gomes de Barros Leal, em um episódio que comemorava a vitória do Desembargador Faustino de Albuquerque, sofreu um grave acidente e por pouco não veio a óbito:

“Quarenta e duas crianças, sem distinção, quer de cor, quer de política ou social, transformariam um simples passeio na carroceria de um caminhão novo, às 17 horas, numa passeata de consequências funestas. Do alto do carro, pulavam e gritavam em ovações intermináveis o nome do candidato: Faustino! Faustino! Inesperadamente, numa curva, em meio a Praça Monsenhor José Cândido, o veículo ficou de pernas para o ar. Ouvia-se ainda o grito da criançada, que só após alguns minutos se conscientizou de que estava debaixo do caminhão… Soube-se depois que na boleia estava o seu proprietário, Antônio Tupinambá, cidadão de bons costumes. Ao seu lado vinham seus dois filhos, Ubirajara e Ubiratam. Estava também Luiz Edir Queiroz Marinho e Manuel Stênio de Queiroz Marinho. Edir e Stênio tinham tirado a batina do seminário neste mesmo dia.” (BARROS LEAL, 1999: p. 144-145)

Depois disso, decidiu migrar para o Estado de São Paulo, onde formou-se em contabilidade pela Escola de Comércio Dr. Graça Aranha e mais tarde atingiu o grau de doutor em Contabilidade Pública e Assuntos Fazendários pela Escola de Comércio e Ciências Econômicas do Rio de Janeiro.

“Ao deixar o seminário, mudou-se para São Paulo, onde se destacou no exercício de cargos importantes na capital paulista. Como orador de nomeada, ficou conhecido no meio social por suas elocuções agradáveis e saborosas aos ouvidos circundantes. Produção Literária: ‘Fraudes em Contabilidade’, São Paulo, 1960, além da publicação de vários artigos sobre assuntos fiscais.” (NASCIMENTO, 2002, p. 151)

No final da década de 1950, desejando entrar na vida pública do Município de Boa Viagem, militando nos quadros políticos do PSD – o Partido Social Democrático, com o apoio do Prefeito Delfino de Alencar Araújo, foi indicado por sua convenção partidária a concorrer ao cargo de vice-prefeito na chapa que teve como candidato o Dr. Gervásio de Queiroz Marinho, principal herdeiro político da “Oligarquia Araújo”:

“A família Araújo exerceu forte liderança política e comercial no Município de Boa Viagem, desde sua fundação até 1963.” (CAVALCANTE MOTA, 2000: p. 21)

Na chapa adversária, militando na UDN – a União Democrática Nacional, tinham os nomes do dentista Dr. José Maria Sampaio de Carvalho e do agropecuarista José Bruno Maciel.
A eleição municipal ocorreu no dia 3 de outubro de 1958, quando a sua chapa conseguiu vencer com pouco menos de trezentos votos a chapa adversária, assumiu ao seu mandato eletivo no dia 25 de março de 1959, sendo o primeiro vice-prefeito do Município de Boa Viagem depois da abertura política.

Imagem de um almoço de confraternização.

Mais tarde, no dia 17 de agosto de 1962, por conta de uma licença solicitada pelo prefeito para disputa de uma das cadeiras da Assembleia Legislativa, assumiu o comando da Prefeitura de Boa Viagem até o dia 8 de outubro.
Antes disso, no dia 14 de janeiro de 1960, na cidade de Fortaleza, contraiu matrimônio com Maria do Carmo Ponte Ribeiro, sendo filha de João de Deus Ponte e de Aureliana Ribeiro Ponte, com quem gerou um filho, sendo ele Manuel Stênio de Queiroz Ribeiro Júnior.
Mais tarde, estando viúvo, contraiu matrimônio com Ângela Malveira Queiroz.
Faleceu na cidade de Fortaleza, no dia 8 de abril de 2008, prestes a completar 77 anos de idade.

BIBLIOGRAFIA:

  1. BARROS LEAL, Antenor Gomes. Recordações de um Boticário. 2ª edição. Fortaleza: Henriqueta Galeno, 1996.
  2. CAVALCANTE MOTA, José Aroldo. As “Sete Irmãs” e a História Política do Ceará. Fortaleza: MULTIGRAF, 2000.
  3. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  4. PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM. Livro de registro dos batismos. 1931-1933. Livro A-20. Tombo nº 466. Página 7.