Manoel Maria de Jesus

Manoel Maria de Jesus nasceu no dia 17 de abril de 1869 no Município de Pombal, que está localizado no Sertão paraibano, distante 371 quilômetros da cidade de João Pessoa, sendo filho de Manoel Fragoso Pereira de Melo e de Antônia Maria de Jesus.
Os seus avós paternos de chamavam José Pereira da Paixão e Izabel Maria do Espírito Santo.
Pouquíssimas coisas sabemos sobre a sua infância e juventude, dessa época a única informação preservada que temos ocorreu no dia 2 de outubro de 1890, quando tinha 21 anos de idade e juntamente com os seus familiares partilhou a perda de seu pai, que faleceu aos 69 anos de idade em Brejo dos Santos.
Nesse mesmo ano, segundo informações existentes no livro de casamentos de 1889 a 1899, pertencente ao Cartório de Registro Civil Olímpio Maia, página 40 e 41, no dia 23 de novembro, às 15 horas, na cidade de Catolé do Rocha, na residência de Manoel Martins de Araújo, juiz de casamentos, contraiu matrimônio com Antônia Vieira de Freitas, nascida em 1868, sendo filha de Pedro Vieira Carneiro e de Maria Floriana de Morais, tendo como testemunhas Antônio Vieira Carneiro, tio de sua esposa, e Felipe Fragoso Pessoa de Melo, seu irmão.
Desse matrimônio foram gerados seis filhos, quatro homens e duas mulheres, sendo eles: Cícero Fragoso Vieira, Maria Bernardo Fragoso Vieira, Esmeraldina Fragoso Vieira, Daniel Fragoso Vieira, Francisco Fragoso Vieira e Pompeu Fragoso Vieira.
Mais tarde, em meados de 1929, depois de alguns dos membros de sua família aderirem a confissão protestante, foi batizado pelo Rev. Harry George Briault na Igreja Evangélica Congregacional de Jacu.
Pouco tempo antes dessa decisão, nos primeiros anos da década de 1920, um simples acontecimento foi determinante para muitas mudanças que aconteceram na trajetória de sua vida e na de seus filhos:

“Tudo teve início quando uma simples revista, que acreditamos ser de escola dominical, chegou às mãos de Cícero Vieira de Freitas através de um protestante, que se chamava Adão e morava no Sítio Jericó, uma localidade vizinha.” (SILVA JÚNIOR, 2015: p. 142)

Essa revista, que se tornou objeto de profundo interesse dos moradores daquela pequena localidade, principalmente entre alguns dos membros de sua família, deu origem a uma série de questionamentos sobre o comportamento e a fé cristã.
Dentro de pouco tempo, um dos mais interessados nesse assunto, Cícero Vieira de Freitas, um de seus tios, conseguiu entrar em contato com o Rev. Harry George Briault, pastor da Igreja Evangélica Congregacional de Campina Grande, que gentilmente atendeu ao seu convite.

“Em pouco tempo era o maior trabalho evangélico do Sertão, com uma animada escola dominical, com mais de cem alunos matriculados. Em 1927, para ajudar os irmão Cícero Vieira de Freitas e Amadeu Alves da Silva, o Evangelista Eulálio, que prestou bons serviços ao Evangelho, levando várias famílias ao conhecimento da Palavra de Deus.” (CARNEIRO, 2006: p. 25)

O Rev. Briault, quando visitava o Sítio Jacu, ocasionalmente costumava utilizar o alpendre da casa de um de seus filhos como ponto de exposição das Escrituras Sagradas naquela localidade rural, momento em que costumava reunir um grande número de pessoas.

Imagem de Manoel Maria de Jesus e de sua esposa.

Naquele tempo, declarar-se de uma confissão diferente da católica romana era correr o risco de receber diversas punições da comunidade em que se vivia, mas isso não o desanimou em testemunhar de sua fé:

“Os cultos, inicialmente, eram celebrados abertamente ao público na casa de Cícero Fragoso Vieira, sendo depois transferidos para casa de seu irmão, Daniel Fragoso Vieira.” (SILVA JÚNIOR, 2015: p. 180)

Dentro de pouco tempo, juntamente com os outros congregados, percebeu a necessidade da construção de um templo, que mais tarde veio a se tornar em símbolo da organização e do trabalho em mutirão daquela pequena comunidade.
Alguns anos depois, juntamente com a sua família, fixou residência na localidade de Cachoeira, no Estado do Ceará, sendo um dos fundadores da Igreja Evangélica Congregacional de Cachoeira.
Segundo informações existentes no livro C-03, pertencente ao Cartório Geraldina, 1º Ofício, tombo nº 817, folha 58, faleceu em sua propriedade, na localidade de Cachoeira, aos 74 anos de idade, no dia 18 de janeiro de 1943.
Logo após o seu falecimento, depois das despedidas fúnebres que são de costume, o seu corpo foi sepultado no Cemitério Parque da Saudade, que está localizado na Rua Joaquim Rabêlo e Silva, nº 295, Centro.

Imagem do túmulo da Família Fragoso Vieira, em 2016.

Imagem do túmulo da família Fragoso Vieira, em 2016.

BIBLIOGRAFIA:

  1. CARNEIRO, Osmar de Lima. Fotografando o Amor. História de uma igreja perseguida. João Pessoa: JRC, 2006.
  2. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  3. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Andarilhos do Sertão. A Chegada e a Instalação do Protestantismo em Boa Viagem. Fortaleza: PREMIUS, 2015.

HOMENAGEM PÓSTUMA:

  1. Em sua memória, na gestão do Prefeito Dr. Fernando Antônio Vieira Assef, através da lei n° 763, de 4 de outubro de 2001, uma escola da rede municipal recebeu a sua denominação;
  2. Em sua memória, na gestão do Prefeito Dr. Fernando Antônio Vieira Assef, através da lei nº 818, de 22 de dezembro de 2002, uma das ruas do Bairro de Nossa Srª de Fátima , na cidade de Boa Viagem, recebeu a sua nomenclatura.

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