Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem

AS INFORMAÇÕES BÁSICAS:

A sede administrativa da Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem, pertencente à Diocese de Quixadá, está localizada na Praça Monsenhor José Cândido de Queiroz Lima, s/nº, no Centro da cidade de Boa Viagem, a sede do Município de Boa Viagem, no Estado do Ceará.

Igreja Matriz de Nossa Senhora de Boa Viagem em 2012.

Imagem da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem, em 2013.

Uma paróquia, ou freguesia, é um território que está subordinado a um pároco, sendo a subdivisão de uma diocese.
De acordo com algumas informações publicadas no periódico Gazeta Oficial, de 19 de novembro de 1862, ano I, edição nº 37, página 2, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem foi elevada a essa categoria pela resolução nº 1.025, de 18 de novembro de 1862, quando foi desmembrada da freguesia de Santo Antônio de Pádua, do Município de Quixeramobim:

“O Bacharel José Bento da Cunha Figueredo Júnior, Cavalheiro da ordem de Cristo e presidente da Província do Ceará. Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembleia Provincial decretou e eu sancionei a seguinte resolução:
Art. 1º – Fica erecta a categoria de matriz a Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem, com a mesma denominação, desmembrada da freguesia de Santo Antônio de Quixeramobim.
Art. 2º – A freguesia terá por limites: a leste, os mesmos do Distritos de Boa Viagem; ao norte, a freguesia de Quixeramobim pelo Rio Madalena, desde a sua foz até a fazenda deste nome e as fazendas Umary, Lages, Cachoeira e Boqueirão, na estrada de Canindé; ao  oeste, os da freguesia de Quixeramobim, Ipú e Santa Quitéria; ao sul, os da freguesia de São João do Príncipe e Maria Pereira.
Art. 3º – O pároco e o coadjutor da nova freguesia perceberão as côngruas respectivas marcadas por lei, revogadas as disposições em contrário.
Mando portanto a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da presente resolução que as cumpram e façam cumprir tão inteiramente como nela se contem.”

Como pode ser observado, a sua história de evangelização e assistência pastoral começou na segunda metade do século XIX, depois da emancipação eclesiástica que foi assinada pelo presidente da Província, equivalente ao governador do Estado em nossos dias.
Nesse tempo, por conta da lei do padroado, a Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil era tutelada pelo Império e todos os seus quadros eclesiásticos eram considerados funcionários públicos.
O sistema de padroado brasileiro, de união civil-eclesiástica, classificava os padres em dois tipos: colados e encomendados.

“Os primeiros, normalmente os mais ilustrados, prestavam concurso público e, se aprovados, recebiam à paróquia por colação e dela só saiam se quisessem, pois eram efetivos, e recebiam a sua remuneração diretamente do poder civil que, por sua vez, recolhia do dízimo dos fiéis e por isso tinha a obrigação de sustentar o culto de seus ministros; já os segundos, eram sustentados pelos próprios fiéis, administravam as paróquias em caráter interino e estavam mais submissos ao poder dos bispos. Os vigários encomendados faziam aumentar o poder dos bispos, que os transferiam constantemente, já que não podiam fazer com os colados.” (BOVARIS, 2008: Definição de padre colado e encomendado. Disponível em http://www.carmodacachoeira.net/2008/07/vigrios-colados-e-vigrios-encomendados.html. Acesso em 17 de fevereiro de 2011)

Na Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem não existe o registro de nenhum padre colado, dessa época todos foram encomendados. Essa distinção permaneceu até a Proclamação da República, que tornou o país oficialmente laico.
Antes disso, outra característica do clero brasileiro que vale a pena ser mencionada era o comportamento e o grau de envolvimento de alguns religiosos em atividades seculares:

“Na realidade existia uma certa liberdade na doutrinação do clero católico, não se exigindo muito na sua formação, daí a existência de clérigos relapsos e desprovidos de virtudes. Muitos não obedeciam o celibato e exerciam atividades paralelas, como profissões liberais, comércio e política.” (LIMA CRUZ, 2010: p. 34)

Quanto a sua quantidade e formação acadêmica, nessa época, o clero brasileiro era escasso e bastante deficiente de cultura secular, o que fazia com que alguns procurassem uma formação leiga, principalmente no ramo do direito:

“Não se exigia, para a ordenação, que o candidato frequentasse o seminário; bastava um exame de conhecimentos, que costumava ser bastante indulgente. Os conhecimentos podiam ser adquiridos em particular, junto a sacerdotes mais ilustrados. Para o subdiaconato pedia-se latim e o catecismo de Montpellier; para o diaconato, história sagrada e eclesiástica, exegese, patrística; para o presbiterado, teologia, liturgia e cantochão.” (HAUCK, 2008: p. 90)

A Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem é a freguesia eclesiástica mais antiga dentro dos limites do Município de Boa Viagem, dela, ou de partes dela, surgiram a Paróquia de São Sebastião, a Paróquia de Nossa Srª da Guia e por fim a Paróquia de Nossa Srª de Fátima.
A sua comunidade tem como padroeira Nossa Senhora da Boa Viagem, que é homenageada, todos os anos, de 14 a 23 de dezembro.

OS SÍMBOLOS DA PARÓQUIA:

A palavra símbolo designa um tipo de signo em que o significante representa algo abstrato, por força de convenção ou semelhança. Um símbolo é um elemento essencial no processo de comunicação, encontrando-se difundido pelo quotidiano e pelas mais variadas vertentes do saber humano.
A representação específica para cada símbolo pode surgir como resultado de um processo natural ou pode ser convencionado de modo a que o receptor, uma pessoa ou grupo específico de pessoas, consiga fazer a interpretação do seu significado implícito e atribuir-lhe determinada conotação.
A Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem possui dois símbolos que a identificam, são eles:

1. A BANDEIRA:

O pavilhão da Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem foi criado em 2015 pelo Prof. Eliel Rafael da Silva Júnior e o trabalho gráfico ficou por conta de Magno Felipe Ferreira dos Santos.

Bandeira da paróquia de Nossa Srª da Boa Viagem.

Bandeira da Paróquia de Nossa Srª. da Boa Viagem.

As cores da bandeira da Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem, azul e branco, representam as cores do manto de Nossa Senhora, mãe de Jesus, tendo na parte branca o seu brasão.

2. O BRASÃO:

O brasão da Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem foi criado em 2015 pelo Pe. José Erineudo Ferreira de Sousa e o trabalho gráfico ficou por conta de Magno Felipe Ferreira dos Santos.

Brasão da Paróquia de Nossa Srª da Boa Viagem.

Brasão da Paróquia de Nossa Srª. da Boa Viagem.

O brasão dessa paróquia carrega um conjunto de detalhes que resumem um pouco dos seus valores, são eles:

  • A coroa em ouro: Simboliza o pensamento do Papa Pio XI, através da Encíclica Quas Primas, em que recordou um ensinamento precioso da Igreja acerca da pessoa de Jesus: Ele é Rei. E é exatamente nisto que se fundamenta a tradição bimilenar dos cristãos de conceder à Virgem Maria os títulos de “Senhora” e “Rainha”. Se Jesus é o Rei profetizado e exaltado desde o Antigo Testamento, Maria é a Rainha Mãe.
  • Frase em latim: Sendo uma comunidade mariana, carrega o dístico: “Mãe de Deus, rogai por nós!”
  • A coroa de louros: A coroa de louros simboliza o prêmio de vitória daqueles que estão em comunhão com a Igreja de Cristo.
  • A data: representa o ano da emancipação dessa freguesia da Paróquia de Santo Antônio de Pádua, do Município de Quixeramobim.

OS CAPELÃES:

Antes de se tornar paróquia essa comunidade foi assistida, ocasionalmente, por vários religiosos, dentre eles podemos destacar os seguintes nomes:

  1. Pe. Gonçalo Ignácio de Loiola Albuquerque Melo – 1810 a 1814;
  2. Pe. Francisco Jorge de Sousa – 1845;
  3. Pe. Francisco Manoel de Lima e Albuquerque – 1848 a 1850;
  4. Pe. Luiz Teixeira da Fonseca – 1850 a 1852;
  5. Pe. José da Cunha Pereira – 1852;
  6. Pe. Manoel Rodrigues Campos – 1853 a 1858;
  7. Pe. Antônio Correia de Sá – 1859 a 1863.

OS PÁROCOS:

Depois de sua elevação a condição de paróquia ela passou a ter em sua freguesia ministros residentes, que respondem pelos atos religiosos executados na comunidade. Durante todo esse tempo, essa paróquia já teve o cuidado espiritual dos seguintes vigários:

  1. Pe. Antônio Correia de Sá – 1863 a 1864;
  2. Pe. João Antônio do Nascimento e Sá – 1864 a 1866;
  3. Pe. Francisco Ignácio da Costa Mendes – 1867 a 1879;
  4. Mons. José Cândido de Queiroz Lima – 1882 a 1884;
  5. Pe. Raimundo Teles de Sousa – 1884 a 1888;
  6. Pe. José Antônio Cavalcante – 1888 a 1896;
  7. Mons. José Cândido de Queiroz Lima – 1898 a 1931 (2ª vez);
  8. Mons. Francisco José de Oliveira – 1931 a 1934;
  9. Dom. José Terceiro de Sousa – 1934;
  10. Pe. Francisco de Assis Castro Monteiro – 1934 a 1938;
  11. Pe. Irineu Limaverde Soares – 1938;
  12. Mons. José Gaspar de Oliveira – 1938 a 1943;
  13. Mons. Pedro Vitorino Dantas – 1943 a 1947;
  14. Pe. Francisco Clineu Ferreira – 1947 a 1950;
  15. Pe. Alberto Nepomuceno de Oliveira – 1950 a 1952;
  16. Pe. Irineu Limaverde Soares – 1952 a 1958 (2ª vez);
  17. Pe. Elpídio de Sousa Sampaio – 1958 a 1961;
  18. Pe. José Patrício de Almeida – 1961 a 1969;
  19. Pe. Paulo Ângelo de Almeida Medeiros – 1969 a 1998;
  20. Mons. Luiz Orlando de Lima – 1998 a 2009;
  21. Pe. José Erineudo Ferreira de Sousa – 2009 a 2017;
  22. Pe. Antônio Eronildo de Oliveira – 2018 (atual).

OS VIGÁRIOS PAROQUIAIS:

As paróquias, que normalmente possuem muitos congregados, nem sempre são bem assistidas, pois a quantidade de religiosos é insuficiente para atender as demandas de toda a sua área territorial.
Pensando nisso, o bispo diocesano costuma designar vigários cooperadores, ou outros religiosos, para auxiliarem ao pároco responsável nos serviços da freguesia, que são conhecidos também como coadjutores, foram eles:

  1. Pe. João do Nascimento e Sá – 1866;
  2. Pe. Antônio Jatahy de Sousa – 1896;
  3. Pe. Macário Bezerra do Vale Arruda – 1897;
  4. Pe. Godofredo dos Santos – 1930;
  5. Pe. José Evanílson de Sousa – 1999 a 2000;
  6. Pe. Thomas James Thacheril – 2002 a 2003;
  7. Pe. Mário Bertoldo Nunes Neto – 2007 a 2008;
  8. Pe. Raimundo Nonato de Oliveira – 2000 a 2017;
  9. Pe. Francisco Cleílson Rodrigues de Medeiros – 2015 (atual);
  10. Pe. Carlos Antônio de Sousa Coutinho – 2015 (atual);
  11. Pe. José Adauberto de Lima – 2018 (atual).

A IGREJA MATRIZ:

A igreja matriz é o templo escolhido para ser a sede de uma paróquia, normalmente esse templo possui características físicas que servem para abrigar grande parte de seus paroquianos. Outra característica desse local é que geralmente elas são construídas em locais com maior potencialidade de desenvolvimento.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem.

AS CAPELAS:

As atividades de uma paróquia nem sempre estão restritas ao templo de sua igreja matriz, elas estão divididas entre os seus paroquianos, diariamente, por toda a área territorial de sua freguesia.

  • Zona Urbana

A cidade:

  1. Capela de Nossa Srª de Lourdes – Bairro Ponte Nova;
  2. Capela de São José – Bairro Floresta;
  3. Capela do Sagrado Coração de Jesus – Bairro Padre Paulo.

As vilas:

  1. Capela de Nossa Srª das Graças – Vila de Ipiranga;
  2. Capela de Santa Ana – Vila de Várzea da Ipoeira.
  • Zona Rural
  1. Capela de Nossa Srª Aparecida – Ipu;
  2. Capela de Nossa Srª da Conceição – Prado;
  3. Capela de Nossa Srª da Conceição – Ramadinha;
  4. Capela de Nossa Srª das Graças – Jatobá;
  5. A Capela de Nossa Srª de Fátima – Betânia;
  6. A Capela de Nossa Srª de Fátima – Curupati;
  7. Capela de Nossa Srª de Fátima – Taperinha;
  8. Capela de Nossa Srª do Desterro – Lages dos Rogérios;
  9. Capela do Sagrado Coração de Jesus – Bom Jesus;
  10. Capela de Santa Clara de Assis – Japão;
  11. Capela de Santa Luísa de Marillac – New York;
  12. A Capela de Santa Luzia – Estreito;
  13. Capela de Santo André – Cachoeira dos Andrés;
  14. Capela de Santo Antônio de Pádua – Monte Limpo;
  15. Capela de São Francisco de Assis – Melancias;
  16. A Capela de São João Batista – Cachoeira dos Vales;
  17. Capela de São José – Trapiá dos Martins;
  18. Capela de São Pedro – São Pedro;
  19. Capela de São Sebastião – Jantar;
  20. Capela de São Vicente de Paulo – Fazenda Nova.

OS EQUIPAMENTOS:

Dentro do patrimônio da Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem, além das terras, direitos foreiros e capelas, existem uma série de equipamentos que servem para melhor atender aos seus paroquianos, são eles:

  1. Casa Paroquial;
  2. Centro Pastoral Mons. Luiz Orlando de Lima;
  3. O Centro Pastoral São João Paulo II;
  4. Salão Paroquial Mons. José Gaspar de Oliveira.

AS IMAGENS SACRAS:

Dentro dos limites dessa circunscrição eclesiástica existem dois importantes equipamentos sacros, que são utilizados pelos peregrinos e paroquianos como veículo de veneração, são elas:

  1. Imagem de Nossa Srª da Boa Viagem;
  2. Imagem do Sagrado Coração de Jesus.

AS PASTORAIS / OS MOVIMENTOS / OS SERVIÇOS:

  • AS PASTORAIS:

A ação pastoral católica, ou simplesmente pastoral, é a ação da Igreja Católica no mundo, ou o conjunto de atividades pelas quais a Igreja realiza a sua missão, que consiste primariamente em continuar a ação de Jesus Cristo.

  1. A Pastoral da Família;
  2. A Pastoral da Juventude;
  3. A Pastoral da Liturgia;
  4. A Pastoral das Crianças;
  5. A Pastoral do Dízimo;
  6. A Pastoral dos Acólitos;
  7. A Pastoral dos Catequistas;
  8. A Pastoral dos Idosos;
  9. A Pastoral dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão.
  • OS MOVIMENTOS:

Os movimentos são formados por leigos, que servem de forma voluntária com a finalidade de contribuir para a ação evangelizadora da Igreja.

  1. A Juventude Unida a Serviço da Comunidade – JUSC;
  2. A Legião de Maria;
  3. O Terço dos Homens.
  • OS SERVIÇOS:

Os serviços são atividades religiosas desenvolvidas na Igreja, que tem a finalidade de atingir e fortalecer grupos específicos da sociedade.

  1. O Encontro de Casais com Cristo – ECC;
  2. O Encontro de Jovens com Cristo – EJC.

O CONTATO:

Os canais de comunicação com a Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem são os seguintes:

  • Telefone:
  1. 88.3427-1597 (Casa Paroquial);
  2. 88.3427-2141 (Secretaria Paroquial).