Américo Carneiro da Silva Oliveira

Américo Carneiro da Silva Oliveira nasceu no dia 29 de setembro de 1825 no Município de Campo Maior, que está localizado na região Centro-Norte do Estado do Piauí, distante 84 quilômetros da cidade de Teresina, sendo filho de José Mathias Carneiro e de Josefa Maria de Oliveira.
Quando nasceu a cidade de Boa Viagem, que era conhecida também pela alcunha de “Cavalo Morto”, era apenas um pequeno povoado que estava dentro dos limites geográficos pertencentes ao Município de Quixeramobim, local em que se estabeleceu em uma data incerta provavelmente para explorar a criação de gado.

“Distrito criado com a denominação de Boa Viagem, ex-povoado de Cavalo Morto, pela lei provincial nº 1.025, de 18 de novembro de 1862. Elevado à categoria de vila com a denominação de Boa Viagem, pela lei provincial nº 1.128, de 21 de novembro de 1864, desmembrado de Quixeramobim.” (IBGE, 2000: Disponível em http://cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?lang=&codmun=230240&search=ceara|boa-viagem|infograficos:-historico. Acesso no dia 13 de julho de 2017)

Mais tarde, sendo um próspero agropecuarista da região do Sertão Central, ganhou a patente de capitão da Guarda Nacional.
No dia 13 de janeiro de 1854, em acordo com as informações existentes no livro B-05, pertencente à secretaria da Paróquia de Santo Antônio de Quixeramobim, folha 216v, na Capela do Senhor do Bonfim, diante do Pe. José Jacinto Bezerra, contraiu matrimônio religioso com Felizometha da Corte Celeste de Abreu Lessa.
Desse matrimônio foi gerando grande descendência, dentre eles destacamos: Rodolpho Carneiro da Silva Oliveira, Salustiano Carneiro da Silva, Maria Carneiro da Silva Oliveira, Festo Carneiro da Silva Oliveira, Maria Amélia Carneiro da Costa, Amélia Carneiro da Silva Oliveira, Ângela Carneiro da Silva Oliveira, Hermínio Carneiro da Silva Oliveira, Heráclito Carneiro da Silva Oliveira, Abília Carneiro da Silva Oliveira, Josefa Carneiro da Silva Oliveira e Maphiza Carneiro da Silva Oliveira.
A sua esposa era filha de pais ignorados, tendo sido deixada alguns anos antes aos cuidados do Capitão Domingos Vitor de Abreu Vasconcelos e de Maria Francisca de Paula Lessa, que ficou conhecida como “Marica Lessa”, personagens de um famoso crime ocorrido no dia 20 de setembro de 1853.

“O sepultamento do Coronel Domingos foi realizado no mesmo dia, em 20 de setembro de 1853, na igreja matriz de Quixeramobim, o qual foi um dos mais concorridos que aquele Município já presenciara. Durante muitos anos, na casa onde aconteceu o crime, ainda era possível ver impresso na parede da sala de estar a mancha da mão ensanguentada do coronel, que ali se apoiara após passar a mão na ferida. A crendice popular dava a essa mancha um caráter de um pedido de justiça, partido de uma alma no limiar da eternidade, o que teria motivado sua conservação por muitos anos”. (S.N.T)

Muitos anos depois, desejando dar sepultura a uma de suas filhas, organizou uma necrópole que recebeu o nome de Cemitério das Lembranças.
Faleceu no Município de Boa Viagem no dia 26 de novembro de 1907, pouco tempo depois de completar 82 anos de idade.
Logo após o seu falecimento, depois das despedidas fúnebres que são de costume, o seu corpo foi sepultado por seus familiares no cemitério que organizou, que está localizado em uma localidade denominada de Lembranças, próximo do trecho carroçável da Rodovia Estadual CE-265, dentro dos limites geográficos do Distrito de Poço da Pedra, no Município de Boa Viagem.

Imagem de sua coluna tumular.

BIBLIOGRAFIA:

  1. IBGE. Histórico do Município de Boa Viagem. Disponível em http://cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?lang=&codmun=230240&search=ceara|boa-viagem|infograficos:-historico. Acesso no dia 13 de julho de 2017.
  2. PARÓQUIA DE SANTO ANTÔNIO DE QUIXERAMOBIM. Livro de tombo de casamentos – 1844/1859. Livro B-05, Página 216v.