A HISTÓRIA DA CIDADE DE BOA VIAGEM

AS INFORMAÇÕES BÁSICAS:

Uma cidade é uma área urbanizada onde geralmente estão concentrados o comércio, a indústria e os principais serviços de uma região, que são: os culturais, os religiosos, de infraestrutura ou consumo, e que reúne os mais diversos fluxos e atividades humanas.

Imagem aérea da cidade de Boa Viagem, em 2011.

Imagem aérea da cidade de Boa Viagem, em 2011.

Em nosso país o termo “cidade” é costumeiramente utilizado para designar uma dada entidade político-administrativa urbanizada:

“No Brasil a definição utilizada pelo IBGE segue critérios qualitativos e administrativos adotando as classificações realizadas pelas prefeituras. De acordo com este órgão cidade corresponde a sede de um Município e vila a sede de um Distrito.” (S.N.T)

Segundo a classificação urbanística que é atualmente utilizada pelo IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a cidade de Boa Viagem é uma cidade de porte pequeno, pois abriga menos de 50 mil habitantes.

A HISTÓRIA DE SUA URBANIZAÇÃO:

Ao tratarmos desse assunto devemos ter cuidado para não confundirmos a história da emancipação política do Município com a história da urbanização da cidade, algo que rotineiramente costuma acontecer no discurso de muitos de seus moradores, inclusive de suas principais autoridades.
Para que a cidade de Boa Viagem chegasse ao grau de desenvolvimento que conhecemos atualmente ela teve de seguir um longo e difícil percurso de avanços e retrocessos, que estão diretamente ligados ao seu potencial econômico.
Essa capacidade econômica passou por diversas mudanças, inicialmente com a pecuária, depois com a agricultura e hoje, ao lado do comércio e da prestação de serviços, tenta engatilhar um micro polo fabril calçadista e de insumos para construção civil.
Ao completar pouco mais de duzentos e quarenta anos de idade a história da cidade de Boa Viagem pode ser racionalmente dividida nos seguintes momentos:

1º Momento: De uma fazenda à vila – 1743 a 1864.

Acreditamos que as primeiras habitações da cidade de Boa Viagem surgiram na segunda metade do século XVIII e até os dias de hoje não temos certeza se ela era, em um passado distante, a sede de uma fazenda destinada à criação de gado bovino ou um simples rancho para abrigar os seus vaqueiros.
Nessa época os rebanhos de gado, que eram criados soltos nas pastagens de nossa região, depois do período da engorda, eram conduzidos até o litoral do Estado, onde eram abatidos:

“A cidade de Boa Viagem surgiu assim, e desde cedo a sua economia vinha da agricultura e da pecuária. Em seus primórdios, serviu como um criatório de gado ao céu aberto, que produzia as charqueadas… As boiadas cearenses eram ‘tangidas’ pelas estradas do Sertão com destino ao porto do Aracati… que eram beneficiadas na indústria saladeiril existente na vila.” (SILVA JÚNIOR, 2015: p. 161)

Ninguém imaginaria que, algum tempo depois, um minúsculo aglomerado de edificações, sem nenhum tipo de urbanização planejada, conhecido nesse tempo pelo nome de “Cavalo Morto”, chagaria a ser um dos principais centros urbanos do Sertão de Canindé, no Estado do Ceará.
Quanto ao local do povoado, a tradição afirma que ele foi escolhido por conta de uma promessa religiosa, sendo efetivada com à construção de uma pequena capela; o outro fator que contribuiu decisivamente para essa decisão foi a sua proximidade com o Rio Boa Viagem, que nessa época era chamada de “Crateú”, um importante curso d’água intermitente que alimentava os rebanhos da fazenda:

“A Lagoa do Cavalo Morto deu origem à cidade de Boa Viagem, no Ceará, fundada sob as bençãos de Nossa Senhora da Boa Viagem e originária de uma encantadora história de amor.” (MOTA, 2000: p. 15)

Decorridos todos esses anos de sua história e ainda não possuímos evidências concretas que afirmem quem surgiu primeiro: a casa de rancho, se era essa a sua finalidade; ou a capela, que foi construída depois do dia 22 de julho de 1772, data em que Antônio Domingues Álvares, desejando cumprir uma promessa, transferiu uma pequena parte de seus bens para formação do patrimônio de Nossa Senhora da Boa Viagem:

“Nessa época, como em qualquer comunidade interiorana, a construção de uma capela era de grande importância para a sua população. Essa edificação religiosa, muitas vezes tosca, servia como ponto de referência para àqueles que não conheciam a região e de orgulho para os moradores das proximidades que rotineiramente a frequentavam. O templo se constituía em um ponto de encontro das pessoas que muitas vezes demoravam a se ver, local onde se ficava a par das novidades dos grandes centros, das fofocas da localidade e dos flertes entre os jovens.” (SILVA JÚNIOR, 2014: A História do Município de Boa Viagem. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/a-historia-do-municipio-de-boa-viagem/. Acesso em 15 de agosto de 2015)

Depois dessa data, aos poucos, essa pequena capela veio a se tornar em um ponto de referência para os habitantes dessa região, que noventa anos depois conseguiu ganhar o status eclesiástico de Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem por meio da lei nº 1.025, de 18 de novembro de 1862.

Vista aérea de onde hoje está o Banco do Brasil.

Imagem da Praça Monsenhor José Cândido de Queiroz Lima na década de 1950.

Algum tempo mais tarde, depois da criação da paróquia e do estabelecimento de seus limites, a pequena e próspera vila, que estava dentro da extensão geográfica do Município de Quixeramobim, foi escolhida como a sede administrativa de um novo Município, que passou a utilizar o seu nome:

“Em 1863 a vila de Boa Viagem já possui 80 casas, e, graças ao bom desempenho de sua produção agrícola a vila ganhou um significativo aumento em sua população, 1279 pessoas, o que resultou em sua emancipação política através da lei nº 1.128, de 21 de novembro de 1864.” (SILVA JÚNIOR, 2014: A História do Município. Disponível em www.historiadeboaviagem.com.br. Acesso em 13 de agosto de 2015)

Essa escolha ocorreu por conta da vila ser o local com a maior potencialidade de desenvolvimento econômico e social existente na região, que nessa época era uma das grandes produtoras de algodão no mundo.
Nos dias de hoje, diante daquilo que foi mencionado, muitos de seus moradores ainda chegam à inocência de acreditar que logo que o Município conseguiu a sua autonomia política, ocorrida no dia 21 de novembro de 1864, a cidade passou a receber grandes somas em recursos do governo para o desenvolvimento de uma estrutura urbana adequada ao bem estar de seus moradores, algo que infelizmente nunca aconteceu.

“Pouco tempo depois, graças ao bom desempenho de sua produção agrícola, o Distrito ganhou um significativo aumento de sua população. A vila possuía 1297 pessoas… Após o cumprimento das formalidades legais, no dia 7 de janeireiro de 1869, no ato de instalação da Câmara de Quixeramobim, conhecemos a primeira composição da Câmara Municipal de Vereadores, que passou a ser presidida pelo agropecuarista Enéas de Vasconcelos Galvão.” (SILVA JÚNIOR, 2015: p. 164)

Nesse período, como mencionamos anteriormente, a minúscula vila não possuía nenhum tipo de urbanização e as poucas casas, muitas delas de taipa ou palha, não seguiam uma alinhamento, as ruas não tinham pavimentação e o esgoto corria ao céu aberto deixando um odor fétido é perigoso:

“No dia 29 de abril de 1864 o cholera invade a freguesia de Boa Viagem. Durou até o dia 12 de junho, tendo accommettido 39 pessoas, das quaes falleceram 14.” (STUDART, 2001: p. 180)

Uma característica a ser mencionada dessa época era o fato de que na cidade não havia coleta de lixo, que era arremessado por seus moradores em qualquer terreno baldio e chamado por eles de monturo.
Outro fato a ser mencionado era o hábito de seus habitantes insistirem em criar animais na zona urbana, algo que ainda hoje causa sérios transtornos para saúde pública e higiene da população.

2º Momento: De sua autonomia política ao fim da Monarquia – 1864 a 1889.

Em todo o período da Monarquia brasileira, que de forma inesperada foi encerrada no dia 15 de novembro de 1889, não existe o registro de nenhuma obra pública de relevância na cidade de Boa Viagem, salvo as tímidas e esparsas reformas realizadas na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem e na cadeia, até então os únicos prédios públicos existentes na cidade.

Imagem da Cadeia Pública.

Imagem da cadeia pública da cidade na década de 1940.

Naquele tempo, sem possuir um sistema de arrecadação efetivo, havia uma vultosa sonegação de impostos, fato que imediatamente despertou ao Governo do Estado, na época denominado de Província, a criar uma nova unidade territorial com autonomia para cobrar tributos.
Esses tributos, que se comparados aos dias de hoje não eram muitos, eram colocados em hasta pública para quem oferecesse o maior lance pelo direito de arrecadá-los. Os impostos, depois de vendidos, os seus arrematadores passavam o valor negociado integralmente para Câmara de Vereadores, que destinava certa porcentagem do montante para os cofres do Governo da Província e o resto era aplicado nas obras de manutenção do Município:

“Sabe-se que o período monárquico brasileiro, sobretudo o II Reinado (1840-1889) caracterizou-se pelo centralismo político… Houve, por parte da Monarquia, a postura intencional de tornar as capitais das províncias verdadeiros núcleos a serviço da ‘ordem social’ e da unidade territorial desejadas contra qualquer pretensão autonomista/separatista que as oligarquias regionais possuíam. De certo modo, reproduziu-se nas Províncias, com as suas respectivas capitais, o centralismo que havia no Rio de Janeiro em relação ao resto do Brasil… aquelas capitais, por isso, tornaram-se, em cada província, os núcleos urbanos que mais recebiam investimentos e obras, mais recolhiam a produção interiorana para exportação, mais captavam tributos para o governo.” (BRUNO & FARIAS, 2015: p. 57 – 58)

Nessa época, todos os Municípios do Estado do Ceará viviam em função de sua capital, a cidade de Fortaleza, que constantemente recebia valiosos investimentos governamentais e privados para o aprimoramento de sua crescente estrutura urbana.
Outro fator de relevância a ser mencionado nesses investimentos na capital era que nos períodos de estiagem, que costumavam causar grandes tragédias sociais, a mão-de-obra faminta, que ficava estacionada na periferia dessa cidade, era contratada por uma ninharia e vergonhosamente utilizada pelo governo para “aformosear a cidade”, mesma estratégia utilizada nas obras públicas existentes no Sertão.
Nesse período, pouco tempo depois da consumação da autonomia política do Município, ocorrida no dia 7 de janeiro de 1869, os moradores da cidade assistiam perplexos os efeitos daquilo que foi denominado de “Tragédia dos Mil Dias”, uma estiagem que ocorreu entre 1877 e 1879, deixando a sua população em completo desespero:

“As cartas enviadas do… Sertão Central não deixavam dúvidas: o período de julho a dezembro de 1877 seria horrendo para os sertanejos. O retrato do interior, nesse período, era de desolação total: comércio morto, não funcionamento dos serviços públicos, destruição da força pública e, até mesmo, abandono da paróquia pelos seus vigários. Em toda a parte, reinava a imagem de humanos esqueléticos, figuras tétricas e dantescas. O sertão do Ceará passou a viver de esmolas, não só de alimentos ou remédios. As autoridades municipais pediam roupas para os pobres. Comunicação de setembro dava conta de que os indigentes viviam ‘completamente nus’ e isso era generalizado em todo o sertão.” (FERREIRA NETO, 2006: p. 97)

Os efeitos dessa seca, e dos males trazidos por ela, foram tão devastadores para os moradores da cidade que até a posse dos vereadores eleitos nessa legislatura teve de ser adiada. O agravamento dessa desesperadora situação contribuiu ainda para tornar caótica a situação da saúde pública:

“A correspondência limoeirense refere-se ao beribéri que, no segundo semestre de 1877, tornou-se uma das doenças mais comuns entre os indigentes. Relatório oficial menciona a situação crítica nos Municípios de Russas, Limoeiro, Aracati, Quixeramobim, Boa Viagem, Tamboril, Sobral e Santa Quitéria.” (FERREIRA NETO, 2006: p. 216)

Algum tempo depois, por volta de 1898, depois de insistentes pedidos movidos pela Câmara de Vereadores, a cidade recebeu um grande investimento público para contratação de pessoas para construção da parede de contenção e preparação do lago do Açude da Comissão, um pequeno reservatório que durante muitos anos foi um dos responsáveis pelo abastecimento de sua população.
Quanto a sua urbanização pouca coisa mudou dos primeiros tempos da cidade, que permanecia enfrentando os mesmos problemas urbanos e sociais das décadas que passaram.

3º Momento: Da Proclamação da República a perda de sua autonomia política – 1889 a 1931.

Nas primeiras décadas do século XX, semelhantemente ao que ocorre nos dias de hoje, os costumes da capital estabeleciam os gostos e determinavam o comportamento dos habitantes das cidades do interior, que procuravam a todo custo copiar o modo de ser da “cidade grande”.
A partir dessa época, começava na cidade de Fortaleza o período que ficou conhecido em sua história como “Belle Époque”, entre esses comportamentos estava o desejo de nortear e disciplinar a sua expansão urbana:

“Intentava-se com o plano urbanístico de Herbster não só razões de natureza estética ou de disciplinamento da expansão da cidade (e de fato conseguiu até a década de 1930) e do fluxo das pessoas e produtos, mas, igualmente, uma estratégia de controle social por parte do poder público, ou seja, vigiar e controlar a população. Temia-se as revoltas e ‘desatinos’ que pudessem ser realizados pela crescente população de pobres, mendigos e prostitutas, vistos como ‘perigosa ameça’, aos setores dominantes. Era necessário vigiar, prevenir e punir.” (BRUNO & FARIAS, 2015: p. 64)

Na cidade de Boa Viagem, enquanto alguns moradores resistiam ao progresso mantendo na zona urbana os hábitos do campo, em 1919, na gestão do Coronel José Cândido de Carvalho, o Governo Municipal tentou dar ares de prosperidade ao construir o Mercado Público Municipal Jessé Alves da Silva, um sonho antigo que era acalentado por sua população.

Cruzamento da Agronomando Rangel com José leal em 1930.

Imagem de um dos lados do Mercado Público Municipal Jessé Alves da Silva, em 1930.

Esse desejo de organizar um local apropriado para os comerciantes da cidade vinha desde o fim do século XIX, quando nessa época a Câmara de Vereadores formalizou um pedido ao Governo do Estado, que autorizou a sua construção através da lei nº 105, de 16 de setembro de 1893, mas o Município não possuía recursos suficientes para dar prosseguimento a sua edificação.
Ainda nesse gestão, outra obra de grande relevância para cidade de Boa Viagem foi a abertura da estrada carroçável até a cidade de Quixeramobim, que empregou a mão-de-obra que sofria com a estiagem.
Essa obra foi conseguida depois de um telegrama encaminhado pelo Coronel José Cândido de Carvalho ao gabinete de algumas das autoridades de nosso país, que se comoveram com a situação:

“Cumprindo um dever de humanidade, para com os nossos infelizes irmãos assolados pela impiedosa seca, tenho a súbita honra de dar-vos por cópia o telegrama que os habitantes esta vila transmitiram a suas excelências, presidente da república, ministro da viação e deputados, Dr. Justiniano de Serpa, Coronel Ildefonso Albano, Marechal Osório de Paiva e Coronel Vicente Sabóia, no sentido dos mesmos conseguirem trabalhos para milhares de flagelados, que açoitados pela seca, estão morrendo de fome e na mais completa nudez. É desesperador o quadro de miséria em que se acham os meus munícipes flagelados. Em nome destes mesmos flagelados apelo para os sentimentos nobres de vossa excelência intervir perante os poderes competentes a quem os referidos habitantes desta vila dirigiram-se para conseguir trabalho urgente, em benefício dessa terra cearense.” (SILVA JÚNIOR, 2014: José Cândido de Carvalho. Disponível em www.historiadeboaviagem.com.br. Acesso em 31 de maio de 2016)

Das solicitações encaminhadas aos governos a única respondida positivamente foi feita pelo Dr. João Tomé de Sabóia e Silva, na época governador do Estado do Ceará, que disponibilizou meios para minimizar os efeitos da estiagem sobre a nossa população.
Ainda nessa época, às condições de higiene na cidade eram bastante precárias por conta do excesso de lixo e do esgoto ao céu aberto no meio das suas principais ruas, fato que causava muitas doenças:

“De fato, esse presságio… Escapei da morte prematura. Isto por que, nos idos de 1920, era espantosa a mortalidade infantil imposta a Boa Viagem, pela falta espantosa de saneamento básico. As condições de higiene pública e particular eram péssimas. As águas servidas corriam livremente pelas ruas, vindas por esgotos sem qualquer tratamento. Não havia limpeza nas ruas, onde os animais faziam suas sujeiras, que se misturava com a terra.” (CARVALHO FILHO, 2008: p. 16)

Poucos anos antes disso o Sertão Central havia sofrido com a terrível seca de 1915 e os habitantes do Município de Boa Viagem assistiam perplexos a um grave declínio em sua economia, fato que voltou a se repetir com grande força nos primeiros anos da década de 1930.
Nessa época, depois da Revolução, o Governo Federal resolveu estabelecer novos critérios para existência e a permanência dos Municípios, que deveriam ter condições de se sustentarem financeiramente.
Depois disso, por conta dos duros anos de seca, queda na safra agrícola, diminuição dos rebanhos e o constante êxodo rural, o Município de Boa Viagem foi extinto por meio do decreto nº 193, de 20 de maio de 1931, e a cidade de Boa Viagem voltou à condição de sede de um dos Distritos do Município de Quixeramobim:

“O interventor federal do Estado do Ceará, Manoel do Nascimento Fernandes Távora, considerando que a atual organização municipal deve ser modificada por não atender ao interesse público; Considerando que, para a constituição de qualquer Município, se torna necessária uma população nunca menor de quinze mil habitantes, uma renda anual não inferior a trinta contos de reis e outros fatores de valor; Considerando que muitos dos atuais Municípios não preenchem esses requisitos, sendo meras expressões territoriais, sem vida própria. Considerando que, dest’art, para proporcionar aos Municípios uma existência normal, se impõe a supressão de alguns deles, decreta: Art. 1º – O território do Estado divide-se, administrativamente; em 51 Municípios e estes em distritos. Art. 4º – Ficam extintos os seguintes Municípios:…. Campos Sales, Conceição do Cariry, Santa Cruz, Várzea Alegre…. Boa Viagem que passará respectivamente a fazer parte do Município de Quixeramobim…” (MOTA, 1989: p. 38-39)

A perda da autonomia política do Município foi um duro golpe para cidade, que perdeu a sua evidência frente ao Governo do Estado ao deixar de ser o centro das decisões administrativas dessa importante região.
Diante disso, a urbanização da cidade de Boa Viagem, que era bastante tímida, sofreu sério retrocesso por ter perdido a fiscalização de seus vereadores.

4º Momento: De volta ao governo de Quixeramobim – 1931 a 1936.

No período em que retornou ao governo do Município de Quixeramobim não existe o registro de nenhuma melhoria urbana significativa ocorrida na cidade de Boa Viagem. Além disso, um mal hábito corriqueiro que era praticado por alguns de seus habitantes ficou registrado em um texto escrito pelo Monsenhor Francisco de Sales Cavalcânte:

“O Monsenhor [se referindo ao Monsenhor José Cândido de Queiroz Lima] não gostava das corridas de cavalos pelo meio das ruas da cidade, como era de praxe naquelas priscas eras. Apreciando, certo dia, uma dessas corridas, apontou para o cavaleiro e disse – ‘lá vai, corre o bruto de cima e o bruto debaixo!'” (CAVALCANTE, 1968: p. 81)

Nessa época, depois de seu declínio político, a população da cidade sofreu com outra dura perda, o falecimento do Mons. José Cândido de Queiroz Lima, uma figura religiosa de grande estima de seus paroquianos.

5º Momento: De sua restauração política ao início da Ditadura – 1937 a 1964.

Nos últimos meses de 1936, graças as relações de amizade que foram construídas na capital cearense pelo jovem Francisco Rangel de Araújo, que ficou conhecido como o agronomando Rangel, o caso que tratava da restauração do Município de Boa Viagem passou por uma revisão.
Nesse ano, depois do decreto nº 260, emitido no dia 28 de dezembro, o Município foi restaurado e pouco tempo depois, por meio do decreto nº 448, de 20 de dezembro de 1938, a vila de Boa Viagem recebeu a classificação de cidade.
Antes disso, assim que conseguiu retomar a sua autonomia política, o Município de Boa Viagem passou a ser gerenciado por um intendente, que era nomeado pelo governador do Estado, e a cidade e as vilas existentes voltaram a seguir alguns regulamentos de civilidade, dentre eles a lei nº 2, do dia 30 de maio de 1937, que é conhecida como o Código de Posturas.

Imagem de um dos primeiros veículos a circular pelas ruas da cidade de Boa Viagem.

Imagem de um dos primeiros veículos a circular pelas ruas da cidade de Boa Viagem.

Essa lei definia algo novo para os habitantes da zona urbana, que foi o registro de veículos automotores, a regulação viária do Município e até as multas:

“Art. 34 – Nenhum veículo poderá transitar no Município de Boa Viagem sem estar registrado ou matriculado na Prefeitura, excetuando-se apenas os licenciados por outras municipalidades, os quais poderão permanecer no Município 10 dias…”

Ainda nessa legislação foi proibido no perímetro urbano à construção de casas de adobe e de palha:

“Art. 15 – É proibido, dentro do perímetro urbano, edificar-se casas de palha ou taipa, assim como construir cercas ou currais de madeira ou material análogo.”

Nessa gestão, no governo do Prefeito José Rangel de Araújo, pai de Francisco Rangel de Araújo, a cidade recebeu um dos maiores avanços de sua época, o telégrafo. Outro avanço significativo foi a organização da coleta do lixo produzido pelos seus habitantes, que era diariamente recolhido em uma carroça por um funcionário da prefeitura e despejado sem nenhum tipo de tratamento nas proximidades do encontro da Rua Maria de Nazaré Bezerra com à Avenida Basílio Vieira Carneiro, no limite dos Bairros Boaviaginha e Tibiquari.
Alguns anos depois, em 1944, na gestão do Capitão Raimundo Ferreira do Nascimento, os moradores da cidade foram obrigados a seguir algumas regras estéticas na faixada de suas casas, algo que até os dias de hoje é involuntariamente seguido pelos habitantes:

“Durante o seu mandato, todos os moradores da cidade foram obrigados a construir platibanda em suas casas; proibiu instalação de cancelas em qualquer via de acesso das pessoas. Quem desobedecesse às suas ordens pagava um pesado imposto. Na sua administração Boa Viagem teve a primeira iluminação pública, gerada a motor, beneficiando as principais ruas do Centro da cidade.” (NASCIMENTO, 2002: p. 66)

Nesse tempo, semelhantemente ao que acontecia em outras cidades do Nordeste, a população passou a conhecer a energia elétrica, que era produzida por um gerador movido por um motor de combustão à diesel, e era distribuída por algumas horas da noite nas casas dos moradores de melhores condições financeiras:

“O nome desse bairro [referindo-se ao Bairro Alto do Motor] deve-se ao fato de estar situado nele a casa onde, por muitos anos, foi instalado o antigo ‘motor da luz’, que iluminava a cidade até mais ou menos às 22 horas.” (NASCIMENTO, 2002: p. 26)

Ao lado dessas importantes mudanças um bárbaro crime de motivações políticas foi cometido contra vida de José Inácio de Carvalho, que até os dias de hoje ainda não foi elucidado, chocando a opinião pública de todo o Estado e fez com que o gabinete do governador intervisse em sua investigação.

Imagem do Fórum de Boa Viagem na década de 1960.

Imagem do fórum da cidade de Boa Viagem na década de 1960.

Depois desse fato, no dia 16 de agosto de 1948, oitenta e quatro anos depois, o Município de Boa Viagem foi elevado a categoria de comarca, recebendo assim a sua tão sonhada autonomia judiciária:

“Em 16 de agosto de 1948, porém, tivemos o Termo Judiciário elevado à categoria de comarca (1ª entrância), criada pela Lei nº 213, de 9 de junho de 1948. Foi instalada em sessão solene presidida pelo Dr. Moacir Bastos, seu primeiro titular.” (NASCIMENTO, 2002: p. 244)

Pouco tempo depois, na gestão do Prefeito Manoel Araújo Marinho, a cidade de Boa Viagem passou a receber a construção de importantes obras públicas: o prédio que abriga os correios e telégrafos, a Praça Antônio de Queiroz Marinho, a Escola de Ensino Fundamental Pe. Antônio Correia de Sá e a pavimentação em pedra tosca de parte das ruas do Centro.
Nesse mesmo período, aos poucos, um grupo de confissão protestante se estabeleceu na cidade, dando início à Igreja Evangélica Congregacional e causando significativas mudanças na economia e no comportamento religioso dos moradores da cidade.

Imagem do templo da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem, década de 1970.

Imagem do templo da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem na década de 1970.

Esse estabelecimento inicialmente foi pacífico, mas algum tempo depois aconteceram vários movimentos populares de intolerância religiosa, que foram organizados pelo Pe. Francisco Clineu Ferreira:

“Ainda em seu paroquiato a comunidade boa-viagense assistiu a várias cenas de vandalismo e intolerância religiosa. Pouco tempo depois de sua posse, por conta de uma onda de perseguições religiosas acontecidas no Sertão do Estado da Paraíba, algumas pessoas, de confissão protestante, se instalaram na zona rural do Município de Boa Viagem. Gradativamente algumas dessas pessoas passaram a residir na cidade de Boa Viagem e costumeiramente passaram a receber assistência religiosa dos pastores estrangeiros que regularmente vinham visitar a Igreja Evangélica Congregacional de Cachoeira. Insatisfeito com essa concorrência o Pe. Francisco Clineu Ferreira resolveu insuflar o coração do povo católico contra os visitantes estrangeiros, que eram missionários da UESA. Segundo alguns contemporâneos, em um desses episódios, ao seu comando o populacho ignorante arremessou sobre os ministros protestantes e algumas de suas ovelhas que estavam na rua uma “chuva de ovos e pedras”. Um desses missionários, o Rev. Eduardo Knechtel, era amigo pessoal do Deputado Perilo Teixeira, que conseguiu marcar uma audiência com o governador do Estado, o Dr. Faustino de Albuquerque de Sousa. Conta-se que nessa audiência o Rev. Eduardo Knechtel foi recebido com as roupas ainda sujas de ovos para provar a intolerância religiosa que ocorria no Município de Boa Viagem. Depois desses episódios, após articulação do governador do Estado junto ao arcebispado de Fortaleza, o Pe. Francisco Clineu foi imediatamente transferido da Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem para à Paróquia de Jesus, Maria e José, na cidade de Quixadá, aonde passou a ser coadjutor.” (SILVA JÚNIOR, 2014: Pe. Francisco Clineu Ferreira. Disponível em www.historiadeboaviagem.com.br. Acesso em 4 de dezembro de 2015)

Outra característica desse período ocorreu em algumas habitações da cidade, que começaram a ter a sua estrutura verticalizada.
Chegando ao fim dessa década de 1950, depois da gestão do Prefeito Delfino de Alencar Araújo, a cidade recebeu um importante equipamento para o seu abastecimento, o Açude José de Alencar Araújo, que teve a sua represa construída na localidade de Capitão-Mor, nessa época conhecida como Cachoeira.
Esse reservatório proveu a cidade de Boa Viagem até os primeiros anos da década de 1990, quado teve a sua estação de tratamento desativada pela Prefeitura de Boa Viagem, fato que causou graves transtornos para o abastecimento da cidade no enfrentamento da estiagem que ocorreu em 2013 a 2016.

Cidade de Boa Viagem no fim da década de 1950.

Imagem da cidade de Boa Viagem no fim da década de 1950.

Quanto a urbanização da cidade, em nossos dias, ao compararmos as imagens do presente com as do passado, fica fácil de perceber que as nossas primeiras ruas, já na década de 1950, seguiam um alinhamento ordenado, e no Centro da cidade existia uma preocupação em manter uma área verde nas praças.
Fica bem claro para os estudiosos de urbanismo que na cidade de Boa Viagem existia o desejo de copiar um modelo semelhante daquele que já era utilizado na cidade de Fortaleza:

“O plano urbanístico de Herbster não era totalmente original, pois mantinha o sistema de traçado em xadrez estabelecido pelo Engenheiro Silva Paulet, no começo do século. Não obstante, teve uma enorme importância, pois estabelecia e ampliava o traçado da cidade para atém dos limites de então e criava, inspirando-se na cidade de Paris.” (BRUNO & FARIAS, 2015: p. 62)

Em 1953, na gestão do Prefeito Dr. Gervásio de Queiroz Marinho, a comunidade católica da cidade se organizou para receber a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, para isso construiu um arco, em concreto armado, em referência a sua passagem, que posteriormente foi demolido.

Imagem do Arco de Nossa Srª de Fátima, em 1953.

Imagem do Arco de Nossa Senhora de Fátima, em 1953.

Ainda nessa gestão a cidade conheceu a sua segunda delimitação urbana, que ficou regulamentada através da lei nº 30, do dia 3 de outubro de 1959:

“Art. 2º – A) Perímetro Urbano: Ao nascente e ao norte, partindo do ponto inicial da Avenida São Vicente de Paulo, no Rio Boa Viagem, seguindo até o encontro com a Rua 21 de Novembro, nesta segue até o ponto do cruzamento com a Rua Joaquim Rabêlo e Silva; Ao poente, na Rua Joaquim Rabêlo e Silva, no local do cruzamento com a Rua Augusto Mascarenhas, até o ponto de encontro com a Rua 21 de Novembro; Ao sul, na Rua Augusto Mascarenhas, até o ponto terminal no Rio Boa Viagem. B) Perímetro Suburbano: Margem direita do Rio Boa Viagem até a cerca de arame do terreno de propriedade de Walkmar Brasil Santos; Lado norte, a partir da Rua 21 de Novembro até o Açude da Comissão; Lado sul, da Rua Augusto Mascarenhas até o ponto terminal da Rua Joaquim Rabêlo e Silva, no Rio Boa Viagem, ao poente da Rua Joaquim Rabêlo e Silva até a residência de Gabriel Fernandes Lemos.”

Em seu governo, em parceria com os membros mais abastados da comunidade, foi fundada à Associação Atlética Boa-viagense, que tinha como objetivo precípuo aglutinar a elite econômica da cidade.
Essa gestão marcou o fim da “Oligarquia Araújo”, que manteve o domínio político de nosso Município por mais de seis décadas, depois disso esse prestígio passou as mãos da “Oligarquia dos Paraibanos”, que exerceu imbatível liderança até os últimos anos da primeira década do século XXI.

“Atribuímos a essa mudança no nosso cenário político a três fatores: a família Araújo, mais tarde conhecida como ‘Oligarquia Araújo’, não tinha um nome de família para a sucessão municipal; novos quadros de eleitores chegaram ao Município, os paraibanos, que aos poucos foram se aliando ao principal adversário da família Araújo, José Vieira Filho, o Mazinho, e por fim o desgaste natural da legenda. Com o fim da ‘Oligarquia Araújo’, o nome que ocupou esse espaço vazio foi, como já falamos, o de José Vieira Filho, que ganhou significativa projeção de sustentação política, graças à adesão dos paraibanos e de seus descendentes, na maioria de confissão protestante.” (SILVA JÚNIOR, 2015: p. 167)

O marco de transição deixado por essa época ficou gravado na história de nossa cidade em uma de suas principais ruas, o Encontro das Pedras, que infelizmente é pouco conhecido por sua população e não está sendo preservado como ponto de turismo pelo Governo Municipal.

6º Momento: Do início ao fim da Ditadura – 1964 a 1985.

Ao chegarmos a esse momento de sua história, com mais de duzentos e quarenta anos de existência, a cidade de Boa Viagem só veio a receber maiores investimentos estatais depois dos primeiros anos da década de 1960.

Imagem da Rua Agronomando Rangel por volta de 1960.

Imagem da Rua Agronomando Rangel por volta de 1960.

No “Roteiro Rodoviário do Estado do Ceará”, livro que foi publicado em 1967 pelo DAER, Departamento de Estradas e Rodagens do Ceará, a cidade de Boa Viagem é descrita da seguinte forma:

“Boa Viagem é uma cidade que se caracteriza na apresentação de ruas largas e grandes praças. A sede tem iluminação elétrica, 2 hotéis, correios e telégrafos, uma cooperativa de crédito, posto meteorológico… A sede dispõe de facilidades de hospedagem, oficinas de reparação e abastecimento de veículo.”

Nessa década, no dia 21 de novembro de 1964, por conta da passagem de seu aniversário de emancipação política, na gestão do Dr. Manuel Vieira da Costa, a população da cidade assistiu a inauguração de um obelisco, que foi construído propositalmente para registrar a passagem de seu primeiro centenário.
Ainda nessa gestão, alguns moradores tiveram em suas casas a instalação de água potável encanada, antes disso elas eram abastecidas com água de cacimbas do Rio Boa Viagem ou de pequenos açudes, que eram trazidas em tambores no lombo de jegues.

Praça Antônio de Queiroz Marinho em 1964.

Imagem do Obelisco na Praça Antônio de Queiroz Marinho, em 1964.

Bem antes disso, nos primeiros anos da década de 1950, o único objeto de adorno existente em uma das ruas da cidade era o busto do Monsenhor José Cândido de Queiroz Lima, que foi erigido graças a uma campanha de arrecadação de fundos que foi organizada pelo farmacêutico Antenor Gomes de Barros Leal.
Depois disso, voltando aos anos de 1960, de forma atônita, os moradores da cidade tomaram conhecimento da renúncia do Dr. Manuel Vieira da Costa e o início da ascensão política de José Vieira Filho, o Mazinho, que foi o principal nome produzido pela “Oligarquia dos Paraibanos”:

“O Sr. José Vieira Filho, um agropecuarista, também descendente de paraibano, com muito esforço, conseguiu ser o nome de maior projeção do Município de Boa Viagem no cenário político de nosso Estado. Conseguiu, inclusive, algumas vezes, uma das cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado. Essa destacada atuação política foi incontestável até o fim de 1988, quando rompeu com Benjamim Alves da Silva e perdeu significativa parte de seus aliados. Entre eles, alguns protestantes, deixando o fim de sua carreira política oscilar entre altos e baixos.” (SILVA JÚNIOR, 2015: p. 167)

Em sua primeira gestão como prefeito, no dia 18 de outubro de 1968, com a expansão das linhas de rede elétrica fornecida pela Usina Hidroelétrica de Paulo Afonso, o Governo Municipal iniciou o processo de desativação do motor e dos cabos e postes de energia que eram ligados ao seu sistema:

“Assinamos convênio com a CENORTE, hoje COELCE, e em 1968 instalamos energia elétrica de Paulo Afonso na nossa cidade.” (VIEIRA FILHO, 2008: p. 58)

Ainda nessa gestão foi inaugurada a primeira agencia bancária da cidade, que foi do Banco do Estado do Ceará, como também a fundação do Serviço Autônomo de Água e Esgoto.
Pouco tempo depois, na curta gestão do Prefeito Osmar de Oliveira Fontes, o Hospital e Casa de Saúde Adília Maria de Lima foi concluído e equipado, passando a funcionar e gerar grandes benefícios para população do Município, que antes eram atendidos no Posto de Saúde Dr. Pontes Neto.
Mais tarde, por volta de 1974, na gestão do Prefeito Dr. Francisco Vieira Carneiro, o Major Carneiro, a cidade recebeu dois grandes investimentos estatais, o primeiro deles foi no campo da assistência social com a construção do Centro de Referência da Assistência Social Deputado José Vieira Filho, o outro foi uma obra estruturante que é considerada um marco divisor do desenvolvimento econômico de toda essa região, o revestimento asfáltico da Rodovia Federal Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, a BR-020.
Nessa gestão o Governo Municipal também investiu recursos em saneamento básico, que até então era despejado sem nenhum tipo de tratamento no meio da rua, muitas delas ainda sem pavimento.
No fim dessa década, na gestão do Prefeito Benjamim Alves da Silva, a cidade voltou a enfrentar outra rígida estiagem, tendo ao seu lado problemas urbanos como uma coleta de lixo bastante deficiente e várias ruas com esgoto ainda ao céu aberto.
Pouco tempo depois, novamente na gestão do Prefeito José Vieira filho, a cidade recebeu a construção de um edifício que abrigou a Teleceará e a instalação do sistema de DDD, que melhorou significativamente o sistema de telefonia da cidade.

7º Momento: Do fim da Ditadura aos dias de hoje – 1985 a 2016:

Na última década do século XX, os habitantes do Município assistiram ao surgimento de um novo grupo político, que era encabeçado pelo Dr. Francisco Segismundo Rodrigues dos Santos Neto:

“No início dos anos de 1990, assistimos à projeção do grupo político que era liderado pelo médico sobralense, Dr. Francisco Segismundo Rodrigues dos Santos Neto, e ao processo de impeachment de dois prefeitos.” (SILVA JÚNIOR, 2015: p. 167)

Antes disso, novamente na gestão do Prefeito Benjamim Alves da Silva, a cidade recebeu a ampliação de sua rede de saneamento básico, a construção de casas populares em bairros de periferia e depositou muitas esperanças na construção da Escola Agrotécnica Dr. Janival de Almeida Vieira, que logo foram frustradas por gestões desastrosas que lhe depreciaram e levaram a sua extinção.
Depois dessa gestão, em 1993, o Governo Municipal passou às mãos do Dr. Francisco Segismundo Rodrigues dos Santos Neto, que foi o primeiro prefeito a sofrer um processo de impeachment.
Antes disso, ele promoveu o primeiro carnaval de rua da cidade, que foi organizado por blocos e escolas de samba, estabeleceu novos limites da zona urbana e regulamentou a nomenclatura de treze bairros.

Imagem de passistas do 1º Carnaval da cidade de Boa Viagem.

Imagem de passistas do 1º Carnaval da cidade de Boa Viagem.

Na passagem para o século XXI, na gestão do Prefeito Dr. Fernando Antônio Vieira Assef, a cidade recebeu significativas melhorias depois da reforma das principais praças do Bairro Centro, da instalação de semáforos, implantação da guarda municipal e definição do sentido viário das principais ruas do Bairro Centro.
O Estadio Municipal Dr. Francisco Segismundo Rodrigues dos Santos Neto foi adaptado para receber às competições que são promovidas pela FCF, a Federação Cearense de Futebol, mesmo esforço que foi realizado depois da construção do Centro de Esportes José Assef Fares, as duas praças esportivas de nossa região que costumam receber jogos do Boa Viagem Esporte Clube.
No campo da educação o Governo do Município construiu diversas escolas, o Governo do Estado investiu na implantação de cursos técnicos na Escola Estadual de Educação Profissional Venceslau Vieira Batista e o Governo Federal implantou o IFCE, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará.
Na saúde o grande avanço dos últimos anos foi a construção da UPA, a Unidade de Pronto Atendimento Dr. Emerson Gustavo de Almeida, um pequeno consolo dado pelo Governo do Estado depois da artimanha política que desde o início visava beneficiar a cidade de Quixeramobim com a construção do Hospital Regional do Sertão Central, conforme relato do escritor tauaense Anderson Mota:

“As relações viciadas entre gestores e políticos dos Inhamuns e de Quixeramobim levaram a que nossa região renunciasse em favor daquela cidade a um benefício que representaria a solução de um dos mais graves problemas de nossa população – a saúde pública.” (MOTA, 2013: p. 17)

Antes disso o Governo do Estado cumpriu duas promessas antigas: primeiro a pavimentação de parte da Rodovia Estadual CE-168 e logo em seguida a pavimentação de parte da Rodovia Estadual CE-266, artérias viárias que melhoraram significativamente o acesso à cidade de Boa Viagem.
Em 2016, mesmo com esses significativos avanços, a população da cidade de Boa Viagem atravessa um dos piores momentos de sua história depois que o Açude Prefeito José Vieira Filho, também conhecido como Vieirão, ficou completamente seco, fato que obrigou aos governos intervir investindo no abastecimento com carros-pipa.

SÍNTESE CRONOLÓGICA:

  1. 22/07/1772 – Doação de terras para formação do patrimônio da Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem feita por Antônio Domingues Álvares;
  2. 08/03/1808 – Chegada da corte portuguesa ao Brasil;
  3. 1810/1814 – Nomeação e permanência do primeiro capelão, Pe. Gonçalo Ignácio de Loiola Albuquerque Melo, designado para comunidade de Boa Viagem;
  4. 18/11/1862 – Elevação da Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem à categoria de paróquia, ou freguesia, em cumprimento da lei provincial nº 1.025;
  5. 18/11/1862 – A localidade de Boa Viagem, antigamente denominada de Cavalo Morto, e elevada a categoria de Distrito do Município de Quixeramobim em cumprimento da lei provincial nº 1.025;
  6. 04/05/1863 – Posse do primeiro vigário de Boa Viagem, Pe. Antônio Correia de Sá;
  7. 21/11/1864 – Emancipação política do Município de Boa Viagem através da lei provincial nº 1.128;
  8. 21/11/1864 – A vila de Boa Viagem é elevada a categoria de sede do Município através da lei provincial nº 1.128;
  9. 07/01/1869 – Instalação da Câmara Municipal de Vereadores;
  10. 10/03/1883 – Libertação dos escravos no Município de Boa Viagem;
  11. 25/03/1884 – Libertação dos escravos na Província do Ceará;
  12. 13/05/1888 – Libertação dos escravos no Brasil;
  13. 11/11/1888 – Instalação do Cartório de Registro Civil;
  14. 15/11/1889 – Proclamação da República;
  15. 20/05/1931 – Extinção do Município por meio do decreto nº 193, que passou a pertencer, novamente, ao Município de Quixeramobim;
  16. 28/12/1936 – Restauração da autonomia política do Município através da lei estadual nº 260;
  17. 20/12/1938 – A vila de Boa Viagem é elevada à categoria de cidade através da lei estadual nº 448;
  18. 16/08/1948 – A cidade de Boa Viagem recebe a instalação de sua comarca;
  19. 01/12/1949 – Instala-se na cidade de Boa Viagem o Cartório Eleitoral;
  20. 18/10/1968 – Instalação de energia da Usina Hidroelétrica de Paulo Afonso na cidade.

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