Editorial

Sejam todos bem vindos à página na internet que trata exclusivamente da história do Município de Boa Viagem.
Francamente esperamos que essa enciclopédia virtual, ao longo dos anos, venha a ser de grande valia para pesquisadores, cientistas, estudantes, curiosos e amantes da história do Município que é considerado por todos como “a Joia do Sertão Central”.
Antes de dar início a qualquer leitura já lhe advertimos, e por isso já pedimos desculpas, que essa página é como uma grande colcha de retalhos, está em constante processo de construção e a sua conclusão está bem distante da perfeição absoluta, algo que é desejado por todos.
Essa longa colcha está sendo constantemente cosida desde os primeiro anos do século XVII por milhares e milhares de pessoas que passaram por aqui, diferindo em cultura, religiosidade e poder aquisitivo, que utilizam agulha, tecido e linha a seu bom gosto.
Reconhecemos ainda que essa perfeição, ainda mais sendo coletiva, se torna uma utopia, uma fantasia que nunca será alcançada.
Percebemos ainda que o tecido e a linha utilizada no processo de confecção dessa colcha são produzidos pelo conjunto de ações e decisões tomadas no dia-a-dia por cada um de seus munícipes.
Para alguns essa diversidade ideológica e social em Boa Viagem tem produzido injustiças, crimes, mentiras e discórdias, mas ninguém pode negar que aqui também se produz hospitalidade, fidelidade, alegria, sinceridade, justiça e amor.
Todos os filhos de Boa Viagem, por nascimento ou adoção, desejam ardentemente o progresso desse Município. Cada um traz, dentro de si, a fórmula infalível para resolver todos os seus problemas, mas nem sempre essa fórmula é capaz de sanar essas dificuldades, até porque, quem as formula, não possui plena capacidade para conhecer os problemas de todos.
Quando falamos em perfeição e relacionamos ao nosso trabalho de historiador lembramos que essa palavra é praticamente sinônima de verdade e por isso, muito do que escrevemos aqui, pode ser considerado por alguns como algo distante da realidade em que vivemos.
Para esses, o que podemos dizer, é que muitas vezes a verdade é impublicável, sem falar ainda que a verdade de uns nem sempre é a verdade de outros.
Lembramos também, quando falamos que algo é impublicável, nos referimos a isso não por covardia, mas porque a verdade nem sempre é documentada e em nossos dias, o que não é documentado, mesmo que seja a mais pura verdade, se torna uma mera especulação.
Queremos deixar bem claro a todos que o que escrevemos aqui não tem por intuito agradar a nenhuma facção política ou religiosa, nosso compromisso é com a veracidade do fato, doa em quem doer, mesmo que venha a nos envergonhar.
Nesse pequeno espaço aproveitamos ainda para reconhecermos o talento e a disposição dos professores Renato Farias de Paiva e Roberto Cosme Castelo Branco, que são os grandes parceiros e entusiastas dessa ideia.

Boa leitura!

Lic. Eliel Rafael da Silva Júnior.